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Opções no mercado financeiro para iniciantes

Opções no mercado financeiro para iniciantes

Se você opera ou pretender operar na bolsa, com certeza já ouviu falar das Opções e as diversas maneiras de proteger sua carteira ou ganhar lucros expressivos utilizando esses instrumentos. Mas você sabe de  fato o que é uma opção?

 

Exemplos práticos de opções

Uma opção é uma espécie de contrato de direito sobre um ativo objeto, que te dá o direito de comprar ou vender um determinado ativo em uma data futura e por um preço pré-determinado (preço de exercício).  No mercado financeiro, as opções são classificadas como derivativos, já que seu preço deriva das variações do ativo objeto.

Na nossa bolsa, as opções de ações são mais mais negociadas, mas as opções também podem englobar moedas e contratos futuros de juros.

Os contratos de opções podem ser divididos em dois: a call (compra) e a put (venda). Explicar esses contratos através de exemplos do mercado financeiro talvez seja muito abstrato para quem ainda não tem experiência no assunto, portanto, o farei através de exemplos do cotidiano.

 

Opção de compra (Call)

Um exemplo simples de uma opção de compra (call) pode ser dado através do popular “sinal” na compra de um imóvel. Vejamos: você encontra um apartamento que há muito tempo desejava comprar. Ele é perfeito, exatamente nas condições que procurava. No entanto, você não tem dinheiro para fechar a compra no ato, uma vez que depende do recebimento do valor da venda do seu apartamento atual, que ainda não possui um comprador. Com isso e para não perder a oportunidade que tanto procurava, dá um “sinal” ao vendedor correspondente a, digamos, 2% do valor do apartamento, para que ele o “segure” pelo prazo de 2 meses e o venda pelo preço combinado ao final deste período. Eis que nasce uma opção de compra em um exemplo do cotidiano.

Aceitando o sinal, o vendedor será obrigado a lhe vender o apartamento ao final do prazo de 2 meses (ou antes) pelo preço pré-determinado. Porém, caso você não tenha o dinheiro para comprar o apartamento no final do prazo estabelecido, o vendedor poderá ficar com o valor do sinal (seu contrato vira pó). Portanto, perceba que você, potencial comprador do apartamento, fechou uma opção de compra (call) daquele apartamento. Em outras palavras, você o reservou por um prazo determinado, tendo a opção de exercer ou não a compra do bem por um preço pré-determinado, exatamente como acontece no mercado financeiro.

 

Opção de venda (Put)

Um exemplo muito simples de uma opção de venda (put) e utilizada por grande parte da população é o contrato de seguro de automóvel. Veja como é simples: um belo dia você decide comprar um carro, aquele carro que sempre quis, tendo pago 150k por ele.

No entanto, por morar no Brasil, um país historicamente violento, você decide contratar um seguro para esse carro, afinal, não pode correr o risco dele ser roubado, furtado, ou sinistrado. Ao escolher a seguradora, decide fechar um contrato válido por um ano, mediante o pagamento mensal de um valor denominado de prêmio, que lhe permitirá vender seu carro à seguradora no valor de, por exemplo, 110% da tabela FIPE, caso ele seja roubado, furtado, sinistrado, etc. Percebeu porque o contrato de seguro é uma opção de venda (put)?

Veja: durante o prazo estabelecido (1 ano) em contrato, mediante o pagamento do prêmio, em caso de roubo, furto, ou sinistro do seu veículo, você terá a opção de venda (put) do seu veículo à seguradora por um valor pré-determinado (110% da tabela FIPE) à seguradora, que será obrigada a compra-lo.

No mercado financeiro funciona da mesma maneira. Podemos usar opções de venda (put) como hedge (proteção) da nossa carteira em caso de “sinistros” ocorridos no mercado financeiro e vender nossos ativos a preços pré-determinados, mesmo que o seu preço tenha subitamente despencado por conta de um evento específico.

 

Opções no mercado financeiro

Agora é só aplicar a mesma lógica do que foi dito acima para o mercado financeiro. Por exemplo, digamos que você compre uma opção de compra (call) da Vale com preço de exercício de R$60 e data de vencimento para agosto. Com isso, você agora tem o direito (não a obrigação) de comprar ações da Vale a R$60 até o dia do vencimento da opção.

Para ter esse direito você paga um preço (chamado de prêmio) que não fará parte do negócio se exercer seu direito (comprar a ação). Ou seja, você pagou pelo direito de maneira isolada, com base na variação de diversos fatores (preço da ação-objeto, taxa de variação do preço da ação-objeto, o tempo, a volatilidade e a taxa de juros). Este direito (opção de compra - call) poderá se valorizar ou desvalorizar e você poderá negociar este direito.

A partir da compra da opção, você tem duas opções: 1) exercer o direito (a qualquer momento se a opção for americana e apenas na data do vencimento se for europeia); ou 2) negociar o contrato de opção no mercado.

Exercer uma opção significa comprar o ativo-objeto ao preço de exercício da opção, ou seja, o preço ao qual você comprou o direito. Para isso, basta enviar a ordem à corretora. Com isso, a opção é extinta e o vendedor dela é obrigado a lhe vender/comprar a ação, dependendo se for call ou put. Negociar o contrato significa simplesmente vender o contrato de opção em si no mercado, exatamente como você faria com uma ação.

 

Como investir em opções?

O primeiro passo é abrir conta em uma corretora. Assim como na compra de ações, a maioria das corretoras cobram taxas para executar ordens de compra ou venda de opções, portanto, pesquise muito bem antes de escolher a sua, já que como no início o recomendado é sempre investir uma pequena parcela do seu patrimônio, altas taxas podem tornar a operação não interessante.

O segundo passo é definir uma estratégia. Jamais compre ou venda uma opção sem uma estratégia pré determinada. Lembre-se que as opções são muito mais voláteis do que uma ação e o seu preço pode rapidamente vir a zero caso o mercado não ande na direção esperada. Uma dica interessante é nunca entrar com todo o seu capital disponível para a operação de uma só vez. Entre aos poucos. Por exemplo: se você decidir que irá aportar R$ 1.000, em vez de alocar todo o montante de uma só vez, faça duas operações separadas de R$ 500, pois desta forma caso o mercado não vá de início na direção esperada, você consiga fazer um preço médio mais baixo. 

O terceiro passo é ter em mente que o dinheiro alocado em opções deve ser um dinheiro no qual você está disposto a perder tudo. As opções com maior liquidez normalmente são aquelas com vencimentos próximos, em 1 ou 2 meses. E como é bastante complicado prever a direção do mercado no curtíssimo prazo, é muito comum ver as opções indo na direção oposta do esperado, fazendo com que investidores percam grande parte (ou todo) o capital alocado.

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