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COPOM: Em Compasso De Espera

COPOM: Em Compasso De Espera

A Ata 221 do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil (BCB), divulgada na última terça-feira (26 de março) não provocou nenhum alvoroço nos mercados. Melhor assim. Indica que a comunicação da autoridade monetária continua muito boa como do seu antecessor, garantindo a ancoragem das expectativas.

Para aqueles que, como eu, ainda creem em uma redução da taxa de juros em 2019, a comunicação foi clara: esperar a evolução dos indicadores, domésticos e externos, para tomar a melhor decisão sem prejudicar o objetivo precípuo: a meta de inflação.

A despeito da comunicação clara do colegiado, destaco quatro itens da Ata que balizam a minha perspectiva de uma queda na taxa de juros em 2019.

"2. A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego

3. O cenário externo permanece desafiador. Por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas recuaram desde a reunião anterior do Copom. Por outro lado, os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, mostram-se mais elevados.

12. Os membros do Comitê avaliaram a evolução da atividade econômica à luz dos indicadores e informações disponíveis. Confirmaram o arrefecimento da atividade no quarto trimestre de 2018, cujo ritmo correu aquém do esperado

14. Os membros do Copom discutiram as projeções recentes para a inflação e os níveis de diversas medidas de inflação subjacente. Avaliaram que essas encontram-se em níveis apropriados ou confortáveis e que as projeções indicam convergência da inflação em direção às metas ao longo de 2019 e 2020".

A ociosidade dos fatores de produção acima do normal, a possível desaceleração mais acentuada da economia internacional e os índices de inflação em patamares confortáveis (indicando baixos riscos de não cumprimento da meta) podem ser decisivos para um novo corte na SELIC. 

 

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