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Economia brasileira e a metáfora da "Caverna do Dragão"

Economia brasileira e a metáfora da

Caverna do Dragão foi um desenho que encantou muitos adolescentes na década de 1980. Continua a encantar até hoje pela história que, depois de 27 episódios, não teve um final.

O desenho trata da saga de um grupo de adolescentes que ao entrar em uma montanha-russa em um parque de diversões acabam indo para um mundo paralelo na qual se defrontam com alguns perigos e com um "guia" para que voltem para casa : o mestre dos Magos. 

No entanto, sempre que estão na eminência de atingir seu objetivo algo acontece impedindo que as crianças retornem às suas casas, permanecendo para sempre neste mundo paralelo.

Roteiro nada mal para um desenho adaptado de um jogo de RPG. Mas este pode ser o roteiro da economia brasileira do século XXI. O país sempre está na iminência de sair do "mundo" dos países em desenvolvimento, dando um salto rumo aos países desenvolvidos; contudo sempre há algo que impede esse salto.

No começo do século XXI, o economista de um banco de investimento Jim O´Neill cunhou o termo BRIC, acrônimo ligado a Brasil, Rússia, Índia e China, que fazia trocadilho com a palavra inglesa Brick  (tijolo) numa alusão de estes países seriam os motores do crescimento global neste século dada uma redução natural do crescimento das economias maduras e a ascensão destas economias. 

A entrada da China na OMC em 2001 permitiu que o Brasil obtivesse elevados saldos comerciais, acumulando dólares, fomentando suas reservas internacionais, tornando-se um país atrativo ao investimento externo. Roteiro ideal para alcançarmos o clube das nações desenvolvidas. Veio a crise do mercado subprime em 2007-2008. Voltávamos para nosso "mundo paralelo" de país em desenvolvimento.

Saímos relativamente bem daquela "marolinha" internacional e continuamos a crescer com desemprego em níveis baixos. Nunca antes na história do país (parafraseando uma personagem desta história tupiniquim) o país conseguia crescer, sem problemas de inflação, com o balanço de pagamentos em situação confortável e reduzindo o desemprego.

Novamente rumávamos em direção do clube dos ricos. Novamente uma crise, interna, provocou um adiamento deste salto. A crise fiscal que engolfou a economia nos anos de 2015 e 2016 e foi cenário do impeachment da presidente, novamente fez com que a ida para o clube dos países desenvolvidos fosse adiada.

Reformas trabalhistas, governo mais liberal apesar de tampão. Eleições de 2018. Um candidato contra a corrupção, um super ministro liberal, a reforma da previdência. Mais uma vez as expectativas do Brasil alcançar o restrito nicho de países desenvolvido voltou ao radar.

6 meses depois, o país volta a conviver com a possibilidade real de submergir novamente em uma recessão.

Mais uma vez, a busca para chegar ao seleto grupo, demorará mais um pouco.

 

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