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Mercado Financeiro: Nova Queda na Indústria

Mercado Financeiro: Nova Queda na Indústria

O resultado de hoje da produção industrial divulgado pelo IBGE mostra que a recuperação da economia está longe de ser uma realidade.

Na comparação mês a mês a queda foi de 1,3% ante o observado em fevereiro de 2019; quando a comparação é com Março de 2018, o tombo é ainda maior: 6,1%. No acumulado do ano, o setor apresenta retração de 2,2%.

Os números da indústria reacende o debate sobre redução ou não da taxa de juros por parte do Banco Central do Brasil. A inflação tem se mantido comportada apenas com alguns choques pontuais que tem feito o IPCA andar acima da meta temporariamente; nada que preocupe a meta.

Então o Banco Central poderia cortar a taxa de juros para tentar reanimar a economia? Poderia mas talvez não seja a medida mais efetiva.

Primeiramente existe uma grande capacidade ociosa na economia; logo a recuperação primeiro passaria por ocupar essa capacidade produtiva para depois promover novos investimentos.

A depender da magnitude do corte de juros - e essa não deve ser muito grande - os impactos na atividade real devem ser bastante módicos. Ademais, há um tempo, relativamente grande, entre redução da taxa de juros e impacto na atividade econômica, o que talvez seja tempo demais para recuperar uma economia na UTI.

O impacto positivo de uma redução, talvez, fosse alterar as expectativas dos agentes, sinalizando que o Banco Central está tomando atitudes mais expansionistas o que poderia injetar ânimo nos agentes. Mas isto ainda soa pouco crível.

A economia brasileira naufraga e há poucos indícios de que haverá uma guinada ainda em 2019. 

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